How do you describe a feeling?
Postado por Larissa Nunes , domingo, 19 de dezembro de 2010 15:41
(Como você descreve um sentimento?)
Provavelmente, você deve ter pensado em milhões de palavras bonitas e até em coisas que não têm nexo, mas que acabam fazendo algum sentido. E se eu te lembrar: “Um gesto vale mais que mil palavras.” E agora você vai querer trocar a sua resposta?
As palavras, infelizmente, não dizem tudo. Elas podem ser ditas da boca pra fora, só pelo interesse do próprio autor (ou autora). Elas causam diferentes efeitos para quem escuta e pelo modo como são ditas, e é aí o pior da coisa. Quantos enganos poderiam ser evitados entre troca de sms, no msn, scrap, depoimentos, replies (…) (desculpas esfarrapadas não entram nessa lista!), só porque a pessoa que recebeu faz uma revira-volta no que você escreveu. Por outro lado se tudo fosse demonstrado por palavras, muitas coisas perderiam a graça… (coloquem a imaginação pra funcionar.) E isso tudo não se refere ao AMOR, não só a ele, mas a todas aquelas coisas que nos fazem rebuliços por dentro. ^^
Pra mim, essa é uma das piores verdades: “Uma palavra dita jamais voltará atrás”. Você fala a merda, tenta consertar de todos os jeitos, a pessoa dá aquele sorrisinho de “Tô fingindo que te perdôo”, mas quando ela tiver oportunidade, ou ela vai jogar na sua cara ou ela vai se machucar ainda mais com a próxima burrada que você der. Ou… Ela pode te perdoar mesmo (raridade). Nós, meros mortais, devemos sempre tomar cuidado com o que dizemos e principalmente com o quanto dizemos…
A carroça vazia
“Certa manhã, o meu pai, homem muito sábio, convidou-me a dar um passeio pelo bosque, eu aceitei com prazer.
O meu pai deteve-se numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
- Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos durante alguns segundos e respondi:
- Ouço um barulho, parece ser de carroça...
- Isso mesmo! disse o meu pai, é uma carroça vazia.
- Uma carroça vazia? Perguntei ao meu pai:
- Como é que sabes que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?O meu pai respondeu-me: - É muito fácil saber que uma carroça está vazia, pelo barulho. Quanto mais vazia a carroça, mais barulho faz.
Cresci, e até hoje, quando vejo uma pessoa a falar demais, a gritar, no sentido de intimidar, a tratar os outros com arrogância, a ser prepotente, interrompendo constantemente as conversas, querendo demonstrar que é dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir novamente a voz do meu pai a dizer-me: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”
O meu pai deteve-se numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
- Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos durante alguns segundos e respondi:
- Ouço um barulho, parece ser de carroça...
- Isso mesmo! disse o meu pai, é uma carroça vazia.
- Uma carroça vazia? Perguntei ao meu pai:
- Como é que sabes que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?O meu pai respondeu-me: - É muito fácil saber que uma carroça está vazia, pelo barulho. Quanto mais vazia a carroça, mais barulho faz.
Cresci, e até hoje, quando vejo uma pessoa a falar demais, a gritar, no sentido de intimidar, a tratar os outros com arrogância, a ser prepotente, interrompendo constantemente as conversas, querendo demonstrar que é dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir novamente a voz do meu pai a dizer-me: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”
Vale a pena pensar nisso…
Às vezes, o que as pessoas precisam quando vêm conversar, não é que você fale horrores, que conte mil e uma experiências e dê os melhores conselhos, mas sim que apenas possa escutá-la, simplesmente (eu falei ESCUTAR e não OUVIR). E isso é realmente difícil, vai por mim…
Enfim, por mais que se tente, as palavras nunca serão capazes de definir coisas que não têm definição e nem são capazes de dizer tudo o que realmente se quer dizer (redundante, não?). Essas coisas a gente deixa, elas falam por si só. Um beijo, um abraço, um olhar, uma mão estendida falam mais. São muito mais do que posso dizer…

