Entre o adeus e seus roubos...

Postado por Larissa Nunes , segunda-feira, 7 de maio de 2012 01:21



"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.”  – John Lennon

“Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." - Pollyanna

            Por que se despedir de algo ou de alguém é tão difícil? Numa faxina em casa, você faz aquela pilha de coisas inúteis, e no fim  acaba não querendo se livrar de nenhuma delas. Naqueles dias em que se acorda de supetão e o primeiro pensamento que vêm à cabeça é: -Mas hoje eu vou mudar! E no fim acaba querendo fazer tudo igual, regimes são a prova fatídica disso. Pior ainda, é quando você tem de dar as costas pra quem gosta ou pra tudo que tinha na vida. Sair da casa que morou desde de que nasceu, viajar pra fora e deixar sua  família, mudar de escola, deixar de lado o emprego no qual você estava desde a época que começou a estagiar, ou ter de dar adeus a um amor, ou, quem sabe, um até breve. Tem gente que reluta ou prefere se entregar a esse sentimento, uma mistura de saudade, de perda e de futura nostalgia.

            Você sabe que a vida continua, que foi só um passo dado a diante, mas ainda sim, pode sentir todo o peso do mundo sob seus ombros, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde terá de levantar. Nessa hora é melhor tentar ser uma Pollyanna, acreditar que as coisas que realmente importam nunca te abandonam, elas podem se ausentar por um tempo, mas elas sempre voltam.

 O fato é que, com sentimentalismo ou não, lá no fundo você sabe que o adeus não é só para quem ou o que ficou, mas também para uma parte que lhe foi roubada , que, talvez, consiga ser  preenchida com o tempo, ou, quem sabe, sempre lhe faltará.